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Guia de CRM para PME

O que é um CRM e para que serve numa PME

Um CRM é o programa onde uma empresa guarda os seus clientes e tudo o que acontece com cada um: quem é, o que perguntou, o que tem reservado e quem da equipa o acompanha. Aqui fica o que significa, como funciona, que tipos existem, exemplos em negócios de serviços e como escolher um sem se enganar.

Equipa do AipiterPublicado a

A resposta curta

CRM é a sigla de «Customer Relationship Management», gestão da relação com os clientes. Na prática, é um programa com uma ficha por cliente, o histórico de tudo o que aconteceu com ele e as tarefas da equipa, para que a informação seja da empresa e não da memória ou do telemóvel de quem atendeu.

O que significa CRM

A sigla vem do inglês «Customer Relationship Management». Usa-se com dois sentidos: a forma de trabalhar que põe cada cliente no centro e o programa que a torna possível. Quando alguém diz «temos um CRM», quase sempre fala do programa.

O que separa um CRM de uma agenda ou de um ficheiro Excel é que junta três coisas no mesmo sítio: os dados de cada pessoa, o que aconteceu com ela (mensagens, reservas, chamadas, compras) e o que falta fazer. Uma agenda guarda marcações e uma folha de cálculo guarda linhas. Um CRM guarda a relação inteira.

Para que serve um CRM numa empresa

Serve para que nada importante dependa de uma só pessoa. Num negócio de serviços, nota-se em três situações que se repetem todas as semanas:

Com os meses, responde ainda a perguntas a que uma folha de cálculo responde mal: que clientes deixaram de escrever há algum tempo, por que canal chegam os pedidos de informação ou que serviços pedem mais as pessoas novas.

  • Memória. Uma cliente escreve «liguei-vos no mês passado por causa do curso de verão» e quem responde vê essa conversa na ficha dela, sem lhe pedir que conte tudo outra vez.
  • Equipa. Alguém pergunta quem acompanhava um cliente e a ficha diz o responsável e em que ficou o último assunto.
  • Seguimento. Fica uma chamada pendente para quinta-feira e aparece na lista de quem a tem atribuída, com data e hora.

Como funciona um CRM, passo a passo

Todos os CRM seguem o mesmo ciclo, ainda que cada um o resolva à sua maneira. O ponto fraco é quase sempre o primeiro: se introduzir a informação dá trabalho, a equipa deixa de o fazer e o programa fica vazio. Por isso importa tanto que o CRM receba por si os canais por onde já lhe escrevem, em vez de obrigar a copiar mensagens à mão.

  • Entra a informação: um cliente escreve, liga ou reserva, ou importa-se a lista de clientes que já existia.
  • Organiza-se em fichas: cada pessoa tem a sua, com os contactos e, se for preciso, a empresa para a qual trabalha ou as pessoas a seu cargo.
  • Regista-se o que acontece: mensagens, reservas e alterações ficam no histórico da ficha, por data.
  • A equipa trabalha por cima: atribuem-se responsáveis e tarefas, e cada pessoa vê o que é seu.
  • Consulta-se e decide-se: com tudo junto, qualquer pessoa pode retomar um caso, e a direção vê como corre o atendimento.

O que tem um CRM: as peças que se usam todos os dias

Há CRM com centenas de funções e a maioria está a mais numa PME. Estas são as que um negócio de serviços usa de verdade, quase sempre por esta ordem de importância:

  • Ficha de cliente: contactos, idioma em que quer ser atendido, notas e pessoas relacionadas.
  • Histórico ou atividade: tudo o que aconteceu com essa pessoa, ordenado por data.
  • Conversas: as mensagens de WhatsApp ou de outros canais, cada uma na ficha de quem a enviou.
  • Tarefas: o que há para fazer, quem se encarrega e até quando.
  • Empresas clientes: se atende organizações, a ficha de cada uma com as pessoas que lá trabalham.
  • Permissões: quem pode ver, alterar ou apenas consultar cada coisa.
  • Exportação: poder levar os seus dados no dia em que precisar.

Tipos de CRM

A classificação clássica distingue três tipos segundo o uso que se dá ao programa, e quase todos os produtos misturam mais do que um. A esses três juntou-se um quarto, o conversacional, que faz mais sentido do que qualquer outro para quem recebe quase tudo por mensagem.

Também se distinguem pelo sítio onde funcionam. Os CRM na nuvem usam-se a partir do navegador ou do telemóvel e não pedem instalação; os instalados vivem nos computadores ou nos servidores da empresa, que se ocupa da sua manutenção. Numa PME, hoje, o habitual é a nuvem.

  • Operacional: o do dia a dia, com fichas, conversas, marcações e tarefas. É o de que a maioria das PME precisa.
  • Analítico: estuda os dados acumulados para decidir melhor, por exemplo que serviços os clientes repetem ou em que meses chegam mais pedidos.
  • Colaborativo: põe a mesma informação ao alcance de todas as áreas, para que a receção, a equipa técnica e a direção olhem para a mesma ficha.
  • Conversacional: gira em torno das mensagens. A ficha cria-se e completa-se com o que o cliente escreve no WhatsApp ou no chat.

Exemplos de CRM em negócios de serviços

Um CRM não é coisa de grandes departamentos comerciais. Em negócios pequenos que atendem por mensagem, a ficha parece-se muito de uns para outros, mas o que nela se aponta muda com cada setor:

  • Uma escola ou academia: a ficha da mãe ou do pai guarda os alunos a seu cargo, as suas aulas e as aulas experimentais que pediram.
  • Um cabeleireiro ou centro de estética: cada cliente com o seu histórico de marcações e a profissional que costuma atendê-la.
  • Um ginásio: sócios, aulas com vagas limitadas e as dúvidas que chegam quando a receção está fechada.
  • Uma clínica de fisioterapia ou um consultório de psicologia: contactos e marcações, com a informação clínica fora do chat e do CRM.
  • Uma empresa que trabalha para outras empresas: a ficha de cada organização com as pessoas que lhe escrevem a partir dela e o papel de cada uma.

Vantagens de um CRM, e o que não resolve

As vantagens aparecem cedo quando a equipa o usa: ninguém pergunta duas vezes o mesmo ao cliente, os casos não se perdem nas mudanças de turno e cada tarefa tem dono e data. Também ajuda na proteção de dados, porque é mais fácil saber o que se guarda de cada pessoa e corrigi-lo ou apagá-lo quando o pede.

O que um CRM não resolve é uma forma de trabalhar que não existe. Se ninguém aponta nada, o programa não adivinha; se cada pessoa fala com os clientes a partir do seu próprio telemóvel, o CRM não vê essas conversas. E ter os dados de alguém numa ficha não dá autorização para lhe enviar publicidade: isso exige o seu consentimento, à parte.

CRM e ERP: em que se diferenciam

Um CRM gere a relação com os clientes: fichas, conversas, reservas e tarefas da equipa. Um ERP gere a empresa por dentro: contabilidade, faturação, compras, armazém ou salários.

Muitas empresas usam os dois, cada um para o seu. A pergunta útil não é qual escolher, mas onde vive cada dado: os clientes e as suas conversas no CRM; as contas da empresa no ERP ou no programa do contabilista.

CRM com IA: o que muda quando um agente trabalha lá dentro

Durante anos, um CRM foi um sítio onde apontar. A novidade dos CRM com IA é que uma parte desse trabalho fica a cargo de um agente: lê o que o cliente escreve, consulta os dados da empresa e deixa a ficha em dia sem que ninguém copie nada.

Convém separar duas coisas que se vendem com o mesmo nome. Um CRM ao qual se acrescenta um chat que resume ou redige textos continua a depender de alguém que aponte. Um CRM com um agente que atende os clientes preenche as fichas enquanto conversa, propõe reservas que só contam quando o cliente as confirma e passa a uma pessoa o que não lhe compete, com um resumo. A segunda forma é a que devolve horas à equipa.

Para confiar num agente assim são precisos limites claros: que responda só com o que a empresa publicou, que peça confirmação antes de alterar o que quer que seja e que deixe registo do que fez. Explicamos isto com calma no guia sobre agentes de IA.

Como escolher um CRM para uma PME

Antes de comparar listas de funções, vale a pena responder a seis perguntas. Um CRM que encaixa nestas respostas usa-se; um que não encaixa acaba abandonado, por muitas funções que tenha.

  • Por onde lhe escrevem? Se quase tudo chega pelo WhatsApp, o CRM tem de receber o WhatsApp pela via oficial, não através de um telemóvel partilhado.
  • Quem o vai usar? Quantas pessoas, com que permissões e se alguém só precisa de consultar.
  • Fala como o seu negócio? Uma escola tem alunos e inscrições; uma clínica, pacientes e consultas. Um CRM que deixa mudar essas palavras aprende-se mais depressa.
  • Pode tirar o que não usa? Menos ecrãs são menos dúvidas e menos erros.
  • Onde estão os dados? Veja onde ficam alojados, quem os pode ver e se o fornecedor os usa para treinar modelos de IA.
  • Pode levá-los consigo? Pergunte como se exportam antes de começar, não no dia em que quiser mudar.

Como implementar um CRM sem parar o negócio

Um CRM implementa-se em dias, não em meses, se se fizer por ordem. O que mais atrasa é querer deixá-lo perfeito antes de o usar: é melhor começar com o essencial e acrescentar o resto quando a equipa já o usa todos os dias.

  • Decida o que quer saber de cada cliente. Poucos campos e claros: contacto, idioma, o que pediu e quem o acompanha.
  • Limpe a lista que já tem. Tire duplicados e linhas vazias da folha de cálculo antes de a importar, não depois.
  • Ligue o canal principal. Se lhe escrevem pelo WhatsApp, que as mensagens entrem sozinhas nas fichas desde o primeiro dia.
  • Distribua papéis. Quem atende, quem gere o negócio e quem só consulta.
  • Use os nomes de todos os dias. Se diz «alunos» e não «contactos», a equipa orienta-se mais depressa.
  • Reveja ao fim de um mês. Veja que campos ninguém preenche e que tarefas ficam por fechar, e ajuste.

Erros frequentes ao começar

O mais comum é escolher pela lista de funções e não pela forma como a equipa trabalha: o programa com mais opções acaba usado pela metade. O segundo é deixar que cada pessoa continue a atender a partir do seu telemóvel, e assim metade das conversas nunca chega às fichas.

Também pesa não decidir quem é responsável por cada cliente, porque as tarefas ficam sem dono, e guardar dados que não se usam, que só dão trabalho e obrigações de proteção de dados. Um CRM pequeno e em dia vale mais do que um enorme e meio preenchido.

Caso real: o Aipiter

Assim trabalha um CRM quando o agente de IA está lá dentro

O Aipiter é um CRM para PME de serviços em que um agente de IA atende pelo WhatsApp e trabalha dentro das fichas. É isto que faz.

O agente aponta na ficha

A primeira mensagem de um número novo cria a sua ficha. Quando a pessoa diz como se chama ou o idioma em que quer ser atendida, o agente guarda-o e continua a conversa; só preenche o que falta.

Quando o cliente quer mudar o e-mail, o agente propõe-lhe a alteração e guarda-a quando ele confirma. O pormenor está na página do CRM do Aipiter.

Reservas com a confirmação do cliente

O agente consulta os horários livres e prepara a reserva; o cliente confirma-a, e o pedido é anotado na sua ficha até a equipa lho confirmar. É assim que funcionam as marcações e reservas.

Quando é preciso uma pessoa

Uma reclamação, um recibo ou um cliente que quer ser atendido por alguém da equipa passam a conversa à equipa. O agente deixa o motivo e resume o que o cliente explicou, e a conversa aparece em «Precisam de atenção».

Módulos e palavras do seu negócio

Em «A minha empresa» ligam-se e desligam-se módulos como Catálogo, Agenda, Sessões experimentais ou Inscrições, e o agente só usa as habilidades dos que estão ligados.

O painel adota as palavras do negócio: uma escola arranca a falar de alunos, aulas e inscrições, e um centro que trabalha por marcação, de clientes, serviços e marcações.

Tarefas com responsável

Os acompanhamentos são tarefas da equipa associadas a uma pessoa ou a uma empresa cliente, com data, responsável e estado. Uma data vencida não envia nada ao cliente.

Perguntas frequentes sobre os CRM

O que significa CRM?

É a sigla inglesa de «Customer Relationship Management», gestão da relação com os clientes. Usa-se para falar da forma de trabalhar e, sobretudo, do programa que a suporta.

Pode dar um exemplo de CRM?

Uma escola recebe pelo WhatsApp a pergunta de uma mãe sobre aulas de inglês para a filha de nove anos. No CRM, na ficha da mãe aparece a menina a seu cargo, a conversa fica no histórico e a aula experimental que pedem aparece nas suas reservas. No dia seguinte, qualquer pessoa da receção sabe em que ficou.

Quais são os três tipos de CRM?

Operacional, para o dia a dia com cada cliente; analítico, para estudar os dados e decidir; e colaborativo, para que todas as áreas vejam a mesma informação. Hoje fala-se também do conversacional, centrado nas mensagens.

Em que se diferencia um CRM de um ERP?

O CRM ocupa-se dos clientes e da relação com eles; o ERP, da gestão interna (contabilidade, faturação, compras, armazém). Complementam-se.

É possível ter um CRM em Excel?

Para começar, uma folha de cálculo serve: uma linha por cliente e umas colunas bem pensadas. Fica curta quando trabalham várias pessoas ao mesmo tempo, quando quer o histórico de cada cliente por ordem ou quando as mensagens chegam pelo WhatsApp e é preciso copiá-las à mão. Em gestão de clientes contamos como passar da folha às fichas.

Uma PME precisa de um CRM?

Se atende os mesmos clientes mais de uma vez, tem mais de uma pessoa a trabalhar ou recebe muitos pedidos por mensagem, sim. Não precisa de um enorme: precisa de um que a equipa use sem esforço.

O que é um CRM com WhatsApp?

Um CRM que junta as mensagens de WhatsApp da empresa à ficha de cada cliente, de modo que quem atende vê a conversa ao lado da sua história. Explicamo-lo em CRM WhatsApp.

O que é um CRM com IA?

Um CRM em que um agente de IA faz parte do trabalho: atende os clientes, completa as fichas e prepara pedidos que o cliente ou a equipa confirmam. É o que faz o CRM do Aipiter.

Mostramos-lhe um CRM com o agente a trabalhar?

Mostramo-lo com um negócio como o seu: uma conversa de WhatsApp, a ficha que se preenche sozinha e o painel com as suas palavras.

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hola@aipiter.com